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INTRODUÇÃO:  (Roseli,chegou à escola,não se conteve e foi logo falando para

a sua colega)

Roseli - Vilma! Você não sabe o que aconteceu com o Alexandre?

Vilma - Com o Alexandre?... Não me diga! O que aconteceu?

Roseli -  Menina do Céu! Quiseram fazer ele usar droga na marra!

Vilma -  Na marra!... Barbaridade! Quem lhe contou?...Me  conta, vá!!!

Roseli - A mãe dele  contou para a minha mãe e minha mãe contou para mim a

fim de me advertir para que eu tome muito cuidado, porque essas drogas estão

prejudicando a vida de muita gente! Ela se sentou comigo e falou muito sério do

perigo que as drogas representam para a nossa saúde!

Vilma - Vai... Conta logo, que eu estou querendo saber como foi! O Alexandre é

meu colega, tem apenas 14 anos, mas ele é muito legal!

Roseli - No sábado passado, um colega do Alexandre, chamado Carlos, que

frequenta uma outra escola, chamou‑o para sair e se divertir; iriam brincar num

local diferente, um pouco retirado da nossa vila. Ele topou e foram para aquele

local. Quando chegaram, outros amigos do Carlos também estavam lá, sentados

no chão em forma de círculo e convidaram o Alexandre para também ali se sentar

e ele se sentou.

Vilma -  Mas fala logo menina, o que aconteceu, e como aconteceu!

Roseli – Olha!... Dai um pouco ele viu que um deles acendeu uma coisa que ele

achou que era cigarro e um deles trazia vários cigarros na mão e ia dando e

acendendo a cada um dos colegas que ali estavam sentados, até que chegou no 

Alexandre.

Vilma  - E aí como foi? O que ele fez?

Roseli - Aí, o Alexandre não pegou. O mocinho que distribuía esse tipo de

cigarro insistiu muito, mas Alexandre continuou não aceitando. Esse mocinho

insistiu demais e Alexandre falou: não quero, eu não fumo cigarro.

Vilma -  E aí, o que o outro fez?

Roseli - Ele disse: pode fumar; isso aí não é cigarro não; ele é diferente do

cigarro e dá muito prazer para gente.

E o Alexandre falou firme com ele: não quero saber de nada que faça fumaça,

essa coisa prejudica a nossa saúde.

Vilma -  E daí? Que reação teve o rapaz?

Roseli - O que estava do lado disse: isso não é cigarro não; é o tal de baseado,

feito de maconha, que dá prazer para a gente! Aí o Alexandre falou firme: 

Ah! É o tal de baseado? A minha  professora falou na escola para todos nós que

isso é uma desgraça que vicia as pessoas, faz muito mal à saúde; prejudica a

atenção quando se dirige um carro; produz também ilusões, alucinações; altera

as noções de tempo e espaço; altera as batidas do coração; dá origem a

diversas doenças e até o câncer.

Disse também que depois, geralmente, a pessoa passa para outra droga mais

forte, a Cocaína, o Crack, etc. Ah!... Não quero, não!!

Vilma  - Que firmeza teve o Alexandre! Ele aprendeu direitinho tudo o que a

nossa professora ensinou!

E olha como valeu o Proerd que foi dado na escola sobre droga! Temos que

contar para a nossa professora; ela vai ficar feliz da vida, quando souber disso!

Mas continua...continua!

Roseli - Menina!...aí a coisa ficou feia; um dos meninos, ou melhor, já era rapaz,

falou firme com o Alexandre e o ameaçou!  Não seja marica, careta, covarde;

quem é homem experimenta!!

Não experimento! Falou firme o Alexandre!! Quem não experimentar apanha! –

disse o rapaz ameaçando. Alexandre respondeu mais firme ainda; sou homem,

mas não experimento; isso é uma droga, é um mal para a nossa saúde!

E eu estou indo embora. Tchau!

Vilma -  E aí! No que deu? 

Roseli - Menina do Céu!  Aí que a coisa ficou mais feia ainda!... O rapaz falou

firme em tom ameaçador! E quem disse que nós vamos deixar você ir embora? 

Alexandre, que já estava em pé, tentou correr, mas foi segurado pelo menino ao

lado. E Alexandre falou mais firme ainda!!

Não adianta, eu não vou experimentar! Isso é uma droga, e todos vocês

precisam abandonar isso, porque se não a saúde de vocês será muito

prejudicada!...

Vilma – E aí bateram no Alexandre?

Roseli - Aí esse rapaz deu um sinal para os que estavam ao lado de Alexandre e,

para amedrontá-lo, um deu um forte puxão nos cabelos dele e outro deu um

tapa forte em suas costas. O Alexandre então, falou firme: não adianta, vocês

não vão conseguir fazer eu experimentar; eu sei que a droga é um grande mal!

Vilma -  E aí o que fizeram? 

Roseli - Aí, naturalmente, o chefe do grupo deve ter pensado: “Se nós batermos

nele, ele poderá contar aos seus pais e os pais levarem o caso para a polícia, e

a policia poderá vir em cima de nós”. Isso foi pensamento meu; eu que deduzi

que o chefe da turma deveria ter pensado assim. Mas prosseguindo o

acontecimento: Aí então o chefe da turma falou! Olha! Vou abrir uma exceção

para você, mas com uma condição!

Vilma – Puxa vida! Que condição foi  imposta ao Alexandre?

Roseli - Que condição?  Alexandre agora nervoso e preocupado,  perguntou:

qual é a condição?

E o rapaz disse: não  quero que você  conte para seus pais e para ninguém, o

que estamos fazendo aqui. Aí deixo você ir embora! Mas se você contar, nós lhe

arrebentaremos a cara! Entendeu?....  Sim! – respondeu Alexandre. –

Não conto para ninguém.  Então pode deixá‑lo ir, disse aquele chefe ao rapaz

que estava ao lado do Alexandre.

E Alexandre, nervoso, assustado, voltou para sua casa.

Vilma -  Espera aí!... você no início me revelou que foi a mãe de Alexandre que

contou para sua mãe e que sua mãe contou para você, não foi?

Então... Alexandre...

Roseli -  Sim... Alexandre contou para a mãe dele, sim!... Ela teve uma reação

enérgica e imediata! Contou ao esposo, e ambos queriam ir pessoalmente levar

o caso à polícia! Alexandre disse a eles que se fizessem isso, ele iria ter

inimigos na cidade. Aí seus pais pensaram melhor e desistiram da idéia.

No dia seguinte, sua mãe se lembrou que tinha um livro que orientava sobre os

malefícios das drogas; ela já o tinha lido e havia recomendado para o esposo ler

também, porém, ele não o havia lido ainda.

Vilma -  E o que ela fez com esse livro?

Roseli - Passou imediatamente para o Alexandre ler. Depois do susto que ela

levou, ficou muito feliz e elogiou muito a atitude do filho que não se deixou

envolver por aquele bando de gente desajuizada. Alexandre disse a sua mãe que

assim que lesse o livro, e com as orientações que a sua professora lhe passou

sobre drogas, e o curso do Proerd, iria conversar com os integrantes daquela

turma e orientá-los com detalhes, sobre os males que as drogas provocam.

Não iria condená-los, mas conversar como um verdadeiro amigo.

Começando por quem o levou até a aquela turma; conversar com cada um deles,

separadamente, e em dias diferentes.

Vilma - Que atitude maravilhosa, a de Alexandre; não ficou com raiva de

ninguém e vai  tentar ajudar aquela turma a sair das drogas!... Isso é uma

atitude muito digna! O curso dado por nossa Professora, e o PROERD, ministrado

pelos policiais, foram muito úteis, mesmo!                                            

Roseli - Sim; Alexandre demonstrou  que ele tem muito juízo, desejo de ajudar o

próximo, e muita coragem.

Olha amiga, agradeço imensamente sua informação e conforme já manifestamos

nosso desejo, vamos agora concretizá-lo.

Vamos, nós duas, chamar a nossa professora em particular, na hora do recreio e

contar tudo para ela? Ela vai ficar muito feliz!  A atitude do Alexandre, são os

frutos que já começam a ser colhidos, do grande ensinamento que ela e o

Proerd, proporcionou aos alunos sobre  um grande mal chamado Drogas!

FIM