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INTRODUÇÃO: Duas meninas CLOTILDE E ELIZABETE, colegas de Escola e que

fizeram um curso sobre drogas, souberam que Seu Osvaldo, um vizinho delas

estava doente, vitimado pelas drogas e foram visitá-lo.

Chegam até a casa, as duas batem palmas e chamam a esposa, Dona Judite.

Clotilde e Elizabete: - Dona Judith!... Dona Judith!... Dona Judith!...

Dona Judite: - Pronto meninas, o que vocês desejam?

Clotilde: - Seu Osvaldo está doente e viemos visitá-lo!... Podemos entrar?

Dona Judite: - Sim... entrem....ele está deitado na cama aqui na sala... entrem e

fiquem à vontade, e desculpem-me que vou para a cozinha terminar meu serviço!

Elizabete: - Bom dia seu Osvaldo!...soubemos que o Sr. está doente!

Osvaldo:  - Sim; estou... não consigo andar, não tenho mais equilíbrio; veja só

que tremedeira nas mãos; estou paralisado nesta cama...

Clotilde: - O Sr. foi ao médico, fez exames; o que ele lhe disse?

Osvaldo: - Foi terrível!... Após ver a ressonância magnética e a tomografia feita

em minha cabeça, disse-me que é quase impossível eu voltar a andar, porque

tenho uns neurônios danificados. Tomo remédios e não está resolvendo o

problema.

Elizabete: - O que são esses neurônios?

Osvaldo: - Uma grande quantidade de células reunidas formam os neurônios e são

eles que comandam os  movimentos de nosso corpo.

Clotilde:  - E o que são células?          

Osvaldo: Pequeninas frações de matéria que se juntam para formar órgãos e tudo

que existe em nosso corpo.

Temos Bilhões de células em nosso corpo.

Elizabete: - Sua doença não tem cura? O que foi que lhe ocasionou essa

doença?

Osvaldo:  O médico me disse que foram as drogas que eu usei: maconha,

cocaína, crack, bebida alcoólica; elas agiram e danificaram os neurônios do meu

cérebro e  resultou nessa paralisia que vocês estão vendo; estou dando muito

trabalho a meus familiares, estou dependente deles para tudo.

Clotilde:  - As drogas fazem tanto mal assim?

Osvaldo: -Sim... fazem mal para todos nós; para uns mais, para outros menos;

Droga é coisa horrível; quando se usa demais, a popularmente denominada

overdose, mata as pessoas. Existem muitos tipos de drogas; quando se usa, elas

de imediato até provocam euforia; mas é por pouquíssimo tempo, e o mal estar

vem logo a seguir por tempo muito prolongado, exigindo nova dose para afastar o

mal estar, e a pessoa passa a usar várias doses no dia, torna-se dependente e a

situação se agrava muito, muito mesmo!...

Elizabete: - Que mal elas provocam?

Osvaldo: - Muitos males;  provocam a perda da concentração; quem dirigir um

carro pode provocar acidente; alucinações; fraqueza muscular; prejudica o coração;

sente calafrios; perde o apetite; tem dificuldade para dormir; sente tonturas;

tremores; parada respiratória; sente desconfiança, acha que alguém o está

perseguindo, mas não está; provoca nervosismo; prejudica o trabalho profissional;

fala rapidinho demais.

Quem cheira a droga, ela chega a destruir a mucosa, parte interna do nariz.

Enfim, provoca ainda muitos males... Conduz o dependente ao roubo, ao

assassínio e a prisão.

Clotilde: - Se o Senhor sabia que as drogas provocam tantos males, por as que

usou tanto?

Osvaldo: - Eu ouvia falar isso, por pessoas, por rádio, televisão, jornais, enfim por

todos os meios de comunicação, mas não acreditava tanto; achava que eu era uma

pessoa com saúde muito forte e que as drogas não iriam me prejudicar.

Elizabete: - Antes do senhor ficar imobilizado na cama, fez algum tratamento?

Osvaldo: - Meus familiares me aconselhavam, orientavam; levaram-me aos

médicos, tomei medicamentos; fiz muitos exames, fui internado em hospital

psiquiátrico umas três vezes.

Clotilde: - Ué...se o senhor tomou medicamentos, por que não abandonou o vício?

Osvaldo: - Por que fiz o que muita gente fazia, e muitos ainda continuam

fazendo... Tomava medicamentos durante alguns dias, e quando vinha a vontade

de usar drogas, não lutava contra o vício... abandonava os medicamentos... eu me

reunia com os amigos dependentes; eles me ofereciam drogas... e eu aceitava...

Elizabete: - Porque não teve sucesso as várias vezes que foi internado em

Hospital Psiquiátrico?

Osvaldo: - Quando tinha alta do hospital; o Psiquiatra  receitava remédios,

passava toda orientação necessária para mim. Eu ouvia e dizia que iria tomar os

medicamentos e vencer o vício.... meus familiares estimulavam-me, mas, eu não

tinha determinação, força de vontade; voltava a usá-la, voltava a me  reunir com

os amigos dependentes.  

Clotilde: - O senhor tem conhecimento de alguém que teve sucesso no tratamento

e se libertou de uma vez da dependência das drogas?

Osvaldo: - Sim... Já recebi depois de estar paralisado nesta cama, a visita de dois

amigos que eram dependentes, e que receberam tratamentos médicos, foram

internados algumas vezes e conseguiram se libertar do vício das drogas.

Elizabete: - E quais foram os motivos do sucesso para eles abandonarem as

drogas?

Osvaldo: - Os dois amigos tiveram o mesmo procedimento para abandonarem as

drogas. Forte vontade de abandonar o vício; grande determinação que os levou a

tomar os medicamentos com rigor, nos dias e nas horas certas conforme

recomendação médica.

Aguentaram o mal estar que a dependência lhes infligia, apesar dos

medicamentos que tomavam. Receberam grande apoio e estímulos de seus

familiares.

Frequentaram e ainda frequentam assiduamente as suas religiões e Grupo de

Apoio a Dependentes de Drogas, recebendo deles apoio e orientações.

Não voltaram a se reunir e permanecer na companhia dos dependentes de drogas.

Quando encontram dependentes, passam orientação e estímulos a eles; falam

como obtiveram sucesso e logo saem da companhia deles.

Clotilde: - E agora seu Osvaldo, qual é a sua posição em relação ao vício?

Osvaldo: - Eu acatei a experiência deles; não estou usando, e jamais usarei,

qualquer tipo de drogas! Lamento o meu terrível descuido.

Não posso reclamar de ninguém! Só de mim mesmo.

Elizabete: - Vamos Clotilde, seu Osvaldo precisa descansar, nós já tomamos muito

tempo dele. Agradecemos muito ao senhor, seu Osvaldo pela preciosa narrativa da

experiência que o Senhor vivenciou e aprendemos muito. (ambas se despediram) 

Até outro dia... Deus o Ampare e Proteja seu Osvaldo!

Osvaldo: -Até outro dia, meninas, quando desejarem podem retornar a me visitar.

As meninas saindo da casa de seu Osvaldo  (preparando o

encerramento da Peça teatral):

Elizabete (comenta com Clotilde:) Veja que tragédia aconteceu com seu Osvaldo? 

De quem devemos ter mais piedade, de Seu Osvaldo que está gravemente

enfermo...ou dos vendedores de drogas?

Clotilde: Seu Osvaldo é vítima das drogas e está arcando com as consequencias,

mas os vendedores de drogas não param para refletir na grande desgraça que

estão causando; se não forem condenados pela Justiça humana, serão pela Justiça

Divina que é infalível.

A venda de Drogas é um comércio infeliz! Devemos ter pena dos dois!...

FIM

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