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INTRODUÇÃO: Uma avó descobre que seu neto vende drogas.

Chama a atenção dele, orienta-o e ajuda-o a sair desse comercio infeliz.

Avó – Gervasio! Perdoe-me, mas como sua avó eu preciso lhe passar uma

orientação!

Gervasio – Diga vovó!

Avó – Meu neto, querido! Eu desejo todo o bem e toda a felicidade do mundo a

você, mas lhe peço encarecidamente, em nome de Jesus!! Não venda drogas, isso

desgraça a vida das pessoas!...

Gervasio – E quem disse que eu vendo drogas, vovó?..

Quem lhe falou essa bobagem? Eu sei que isso faz muito mal as pessoas; a

senhora está mal informada, vovó!

Quem levantou essa calúnia contra mim e o que fez a senhora acreditar nisso?

Avó – Ninguém levantou calúnia contra você;  e  ninguém me falou!...

Gervásio – Então... não entendo!...

Avó – Eu sei!...Eu vejo você  vender lá na esquina!...

Olhe aqui na minha mão; isso é um cigarro de maconha!

Gervásio – A senhora achou aí na rua e está julgando que por isso eu vendo,

porque fico sentado lá naquele banco da esquina...

Avó – Não pense que vai enganar sua avó!...

Naquele banco da esquina você vende! E lá no quartinho, no fundo do quintal você

esconde naquela caixa de madeira! Foi de lá que eu tirei essa amostra; vejo você

todo dia ir lá e pegar; fico olhando pela janela do quarto do fundo, escondida!...

A nossa vizinha, a Neuza, que é dependente, já me falou que é você quem vende

para ela; eu sei de tudo...

Portanto, meu neto, seja honesto, não minta!! Sou uma pessoa  muito

religiosa, e não posso me omitir!... E lhe peço encarecidamente! Saia já desse

comércio maldito!!... Esse comércio vai lhe levar a prisão, aqui nesta vida... e

depois na outra, após sua morte terá que prestar contas com Deus e será punido

também!...

Gervasio – (após momento de silencio) Vovó! Desculpe-me...eu estava

mesmo mentindo para a senhora... Eu vendo sim...Eu acho que não é pecado

vender drogas!...A senhora está errada, pensando assim!... Se eu não vender

outro vende !!...

Avó – Há meu neto querido, não me fale isso! Pare para refletir!...  Se alguém

está arruinando a vida de muitas pessoas e você ainda entra nesse comércio

infeliz;  estará também prejudicando muitas pessoas!... As consequencias morais

para você serão terríveis! Outro dia, vi também, pedras de crak naquela caixa de

madeira. Então meu neto... mude de vida!

Gervasio – Olhe vovó, compra quem é bobo e ignorante! E se alguém quer

comprar, o problema é dele!... Quem manda ele ser ignorante! Ele que se

lasque!... Nesse mundo ninguém tem pena de ninguém! Os espertos vivem e os

tontos se danam!...

Avó – Meu neto!! Não me diga isso!!...Se eu não  estivesse ouvindo você falar; e

se me dissessem que você pensa e age dessa maneira, eu não acreditaria!!...

Oh meus Deus, que horror!! Onde você foi aprender essa filosofia de vida?

Eu.... seu falecido avô; seus pais... todos nós lhe ensinamos coisas boas...

respeitar a Deus e suas Leis, ter trabalho digno e honrado; jamais prejudicar

alguém; fazer tudo o que é bom, ajudar os doentes, amparar os infelizes!!...

Gervásio – É... vovó...isso foi há muito tempo!....

Avó – Esses ensinamentos vêm do passado,  são de Jesus; há mais de dois mil

anos!... E valem para a eternidade, ou seja, para sempre! Deles dependem a

nossa paz, a nossa felicidade, aqui na Terra e também, lá no Além... após a

morte!...

Gervasio – Vovó...me responda uma pergunta:  A gente tem alma mesmo?

A gente continua a viver depois da morte, lá no Além?

Avó – Claro, meu neto; a Alma é que dá  o sentido completo da vida... Se

a gente não tivesse Alma, de que adiantaria fazer o bem, a caridade e tantas

coisas maravilhosas da vida, estudar, lutar, trabalhar tanto, enfrentar

dificuldades... Se não houvesse a alma após a morte, não haveria prestação de

contas de nossos atos... e os malandros, os criminosos, é  que levariam

vantagem. Mas não levam; terão que prestar contas a Deus de seus atos.

A alma é imortal, o corpo é apenas uma veste da Alma!...

Não tenha dúvidas, meu neto!!!

Gervasio –(após breve pausa para reflexão diz:) É... vovó... o que a senhora

falou, eu parei, pensei e achei lógico... o corpo morre e a alma continua a viver lá

no além...  Mas é aí vovó,  que está o problema que eu não queria aceitar!

Não queria admitir!

Avó – Que problema?

Gervasio -  Temos que prestar contas de nossos atos?

Avó – Com toda certeza...E foi por isso que Jesus veio para nos orientar,

esclarecer e motivar-nos a sermos bons, honestos, esforçados, dedicados ao bem!

Ele recomendou: “Ama teu próximo como a ti mesmo!...”

Gervasio – E quem é meu próximo vovó?

Avó – A família, os amigos, os doentes, os carentes! Mas para você entender

melhor a lição, o seu próximo são, especialmente, as pessoas infelizes que lhe

compram a droga!...Entendeu?

Ame-os e não lhe venda drogas!!!

Gervásio – Vovó, a senhora tem razão! Entendo agora que a venda de drogas é

contra a lei de Deus, porque faz mal a saúde das pessoas!...

Tenho que parar, abandonar essa venda, porque vou ter que prestar contas

dos meus atos!...

Avó– Isso é verdade; pensando nessa prestação de contas é que eu não

pude silenciar diante dos seus atos infelizes!  Mude mesmo!

Mas mude já!... Agora!!

Gervasio – Sim, vovó...  neste momento me decide: a partir de agora, não

serei mais vendedor de drogas, vou arrumar um serviço e começar a trabalhar...

Obrigado vovó, pelos conselhos!... Mas quero lhe fazer mais uma pergunta

vovó...E esse mal que eu já fiz, vendendo drogas; como vou me sair dele??

Avó – Se você  aceitar eu o ajudarei a arrumar um serviço honesto, em

firmas de nossa cidade. Vou te dar um livro que orienta sobre o mal das Drogas.

Quando estiver bem orientado a respeito, vá trabalhar como

voluntário numa entidade de recuperação de dependentes de drogas, nos

domingos, feriados e até à noite. Quando na rua encontrar dependentes,

oriente-os para sair do vício e fale sobre o mal que elas fazem a saúde; aí você

estará trabalhando no sentido positivo da vida, e vai reverter a situação.

Gervásio – Aceito sim, a sua ajuda vovó; e sou-lhe muito grato pela

preciosa orientação que me passou; e graças a ela não sou mais vendedor de

drogas vovó!!...

Avó : Gostaria de saber, porque, e como foi que você começou a vender drogas?

Gervasio – Olha vovó, eu estava desempregado e um senhor, insistiu comigo,

dizendo que dava lucro sem eu precisar trabalhar...foi  falando comigo um dia

após o outro, dizendo que se eu não vendesse outro venderia...até que me

convenceu e eu comecei a vender...

Avó – Veja bem meu neto! Você antes de aceitar, deveria ter parado e pensado

que a droga é um mal muito grande, tanto para o corpo  como para a parte

psíquica:  prejudica a percepção e a pessoa que dirige pode provocar acidente;

provoca ilusões; alucinações; dependência a droga; perda de sono; perda de

apetite; prejudica o coração; a pressão arterial; pulmões; prejudica a mente; e

tantos outros males. Desestrutura a família; leva ao roubo, ao assassinado; à

prisão. Enfim... quem vende droga esparrama a infelicidade...

Gervásio:  Muito obrigado mesmo vovó!! A senhora me tirou do mau caminho...

Deus te Abençoe Vovó!!.... Beijos... (beija a vovó).

                                                       FIM